terça-feira, 25 de abril de 2017

ARTIGO: Os Mártires de Cunhaú e Uruaçu com sua atualidade

Por Pe. Matias Soares, do clero da Arquidiocese de Natal, estudando em Roma

 
Pe. Matias Soares2 (Cacilda Medeiros) (15)O Santo Padre, o Papa Francisco, anunciou, depois do consistório realizado no dia 20 de Abril de 2017, a Canonização dos protomártires do Brasil: “o sacerdote português Ambrósio Francisco Ferro e André Soveral, além do leigo Mateus Moreira e outros 27 companheiros, serão canonizados em 15 de outubro próximo pelo Papa Francisco, na Basílica de São Pedro. Os martírios tiveram lugar no Rio Grande do Norte, a 16 de julho de 1645, nas perseguições anticatólicas do século XVII, por tropas holandesas calvinistas e índios potiguares. Conhecidos como mártires de Cunhaú e Uruaçu foram beatificados no ano 2000. Eles estavam participando da missa dominical, na Capela de Nossa Senhora das Candeias, no Engenho Cunhaú, no município de Canguaretama (RN). Três meses depois, em 03 de outubro de 1645, houve o massacre de Uruaçú. Padre Ambrósio Francisco Ferro foi torturado e o camponês Mateus Moreira, morto” (Cf. ZENIT).

Esse acontecimento é importantíssimo para toda a Igreja do Brasil, conferido pelo princípio da sua catolicidade eclesial. Somos uma única Igreja e professamos uma única fé apostólica. Falar deste martírio a partir do Rio Grande do Norte, conferi-lhe uma valoração espacial, mas a sua temporalidade o coloca no pináculo da experiência cristã como mais um testemunho de amor à verdade, que é Jesus Cristo, o mesmo ontem, hoje e sempre (Hb 13,8), para toda a Igreja, como aconteceu na trajetória da confirmação de tantos outros cristãos que consagraram sua vida a Deus, até o fim, por causa do seu amor a Jesus Cristo e à sua Igreja. A partir de algumas meditações pessoais, desejo trazer três elementos que me parecem relevantes para a atualização da mensagem do martírio para a nossa vida eclesial. São eles, a saber: a) testemunho de fé; b) profetismo; e c) amor à eucaristia.
  1. O testemunho de fé: a palavra mártir (do grego: martiria) significa testemunha. Papa o cristianismo, o mártir é sempre alguém que vive a radicalidade da fé; ou seja, oferece a sua vida a Deus pela confiança que tem na verdade revelada na pessoa de Jesus Cristo. Mais recentemente, com João Paulo II, a Igreja considerou a própria experiência ecumênica a partir do martírio de quaisquer cristãos, e agora mais enfaticamente com o Papa Francisco, em lugares de missão em que cristãos conjuntamente dão a vida pela fé em Jesus Cristo. É o chamado ecumenismo de sangue. Existe a centralidade da experiência da fé em Jesus Cristo. Não tem configuração ideológica, mas cristocêntrica e de autêntica mística cristã. A experiência martirial destes nossos irmãos, no passado e no presente, deve ser lida contextualmente. Ela está bem situada e precisa ser interpretada a partir de uma situação, como já foi posto na introdução e que é referencial para que, progressivamente, reafirmemos este testemunho. O que podemos ter de mensagem atual deste fato é que as comunidades verdadeiramente cristãs professam a fé num único Salvador e que, por isso, o respeito e o diálogo precisam fazer parte de todas as comunidades cristãs, tanto no Rio Grande do Norte e no Brasil, como em todos os lugares onde os cristãos estiverem vivendo e testemunhando a sua fé.

  2. O profetismo: sem amor à verdade, não há profetismo. Este pensamento sempre deveria acompanhar a vida do cristão consciente da sua fé. A maioria dos primeiros cristãos tinha essa convicção. A Igreja no decorrer dos séculos, reconheceu o significado desta obstinação na composição da identidade de quem era realmente cristão. Não pretendo entrar nas individualidades, mas tentemos fazer a leitura da história da Igreja, tendo como referênciais os santos e os mártires. Podemos perceber que existe uma linha transversal que norteia e define as suas vidas: o amor ao Evangelho. Nele está contida a plenitude da Revelação de Deus. A Encarnação e a Páscoa de Jesus Cristo são a sua síntese, que dão sentido não só a sua história, como também à nossa história. Os mártires e santos encarnam essa profissão de fé. Fazem dela a sua vida. Por isso, vivem a palavra e morrem para testemunhar a sua adesão à vontade do Pai. O martírio, desta forma, torna-se a mais sublime proeza do discipulado e do seguimento de Jesus Cristo (Cf. Mc 8,34-35). Essa mensagem passa a ser profetismo porque, sem amor a essa verdade, não existe possibilidade de transformação da realidade. A experiência martirológica passa a ser pascal; ou seja, tudo o que é sinal de morte e injustiça torna-se meio de vida e justiça. A partir do amor a Deus e à sua verdade, todas as coisas precisam ser transformadas. Por causa do amor a Jesus Cristo, o testemunho do martírio faz ver que algo novo pode reluzir na história pessoal, na sociedade e na criação.

  3. O amor à eucaristia: “louvado seja o santíssimo sacramento”! Esta exclamação demarcou o que eles preservavam no coração. O amor eucarístico é outra mensagem, sempre atual dos protomártires. A eucaristia faz a Igreja. Diante de seus algozes, os sacerdotes e demais fiéis, tanto em Cunhaú, como em Uruaçu, continuaram firmes na sua convicção da fé na eucaristia. Num Mundo que passa por uma profunda crise de fé, com sua desertificação espiritual, tanto dentro como fora da Igreja, onde a mistagogia sacramental precisa ser redescoberta, tendo como base a teologia dos santos Padres com suas catequeses, o testemunho destes mártires tem muito a nos ensinar. A eucaristia é o fundamento indispensável da fé da Igreja. É mistério da nossa fé. Não pode ser coisificada, nem usada instrumentalmente. Ela é forma particular e universal da vida da Igreja. A teologia pre-conciliar redescobriu com De Lubac e Pio XII essa atenção mistagógica que necessariamente precisa ser conferida à eucaristia, em continuidade com toda a tradição viva da Igreja. O Concilio Vaticano II reafirmou e novas reflexões magisteriais, com Paulo VI, João Paulo II e Bento XVI foram desenvolvidas nesta linha. A beleza mistificadora e performativa da vida da Igreja precisa ser aprimorada cada vez mais, à luz da contemplação e aceitação incondicional do que é a eucaristia para a vida da Igreja e para cada um de nós.
Por fim, com a Canonização, como as comunidades cristãs, fiéis, paróquias, Arquidiocese, província eclesiástica do RN e Igreja do Brasil, podem aprofundar a mensagem dos protomártires para o fortalecimento da nossa caminhada eclesial e missionária? É muito importante que não nos esqueçamos de colocar este acontecimento dentro de situações, contextos eclesiais bem definidos para este momento; como também para o que esperamos num futuro. As potencialidades que surgirão com esta Canonização serão muitíssimas. Elas podem ser missionárias, ecumênicas, eclesiais, políticas, econômicas… Qual será a escolha que será feita? Como será elaborado o plano de ação para que os lugares dos martírios sejam, de fato e concretamente, lugares de evangelização e fortalecimento da fé do povo de Deus, na Igreja Particular de Natal, para o Brasil e para o Mundo? Permitam-me deixar, por fim, estas questões para que a mensagem dos protomártires do Brasil continue a ser atual e fiel à mensagem do Evangelho e da vida da Igreja. Assim o seja!


Fonte Arquidiocese de Natal

Misericórdia abre porta da mente e do coração, diz Papa

No Regina Caeli deste domingo dedicado à Divina Misericórdia, Papa diz que misericórdia é pedra angular da vida de fé.

Da redação, com Rádio Vaticano

Aos milhares de fiéis reunidos na Praça São Pedro, no Vaticano, o Papa Francisco explicou que este 2º domingo da Páscoa, na tradição da Igreja, era chamado “in albis” (alba).  A expressão evocava o rito do batismo na Vigília de Páscoa e veste branca ofertada para a ocasião.
No passado, esta veste era usada por uma semana, até o domingo in albis, quando era retirada, e os neófitas iniciavam sua nova vida em Cristo e na Igreja. Já no Jubileu do Ano 2000, São João Paulo II teve “a belíssima intuição” de dedicar o II domingo de Páscoa à Divina Misericórdia.


No dia da ressurreição de Jesus, a misericórdia se apresenta como perdão dos pecados, como narrado no Evangelho deste domingo (cf. Jo 20,19-31). Cristo diz aos seus discípulos: “A quem perdoardes os pecados eles lhes serão perdoados”; e transmitiu à sua Igreja, como primeira tarefa, a missão de levar a todos o anúncio concreto do perdão.

A misericórdia abre a porta da mente

A experiência da misericórdia, acrescentou o Papa, abre a porta da mente para compreender melhor o mistério de Deus e da nossa existência pessoal. “Faz entender que a violência, o rancor, a vingança não têm qualquer sentido, e a primeira vítima é quem vive desses sentimentos, porque se priva da própria dignidade.”

A misericórdia abre a porta do coração

Francisco ressaltou que a misericórdia abre também a porta do coração e permite expressar a proximidade sobretudo aos que estão sós e marginalizados, porque os faz sentir irmãos e filhos de um só Pai. “A misericórdia aquece o coração e o torna sensível às necessidades dos irmãos com a compartilha e a participação. A misericórdia, enfim, compromete todos a serem instrumentos de justiça, de reconciliação e de paz. Jamais nos esqueçamos que a misericórdia é a pedra angular na vida de fé, e a forma concreta com a qual damos visibilidade à ressurreição de Jesus.”

Devotos da Divina Misericórdia

Ao final da oração do Regina Caeli, o Papa saudou de modo especial os devotos da Divina Misercórdia, e recordou a beatificação em Oviedo, na Espanha de Luis Antonio Rosa Ormières. Francisco agradeceu e retribui os votos de feliz Páscoa que recebeu de milhares de fiéis.
 
 
Fonte Canção Nova

Papa retoma Missa na Casa Santa Marta após festividades pascais

Na homilia do Papa, destaque foi para a concretude da fé, dizendo “não” à teologia do “pode-não pode”

Da Redação, com Rádio Vaticano


O Papa Francisco retomou nesta segunda-feira, 24, a missa matutina na Casa Santa Marta após a pausa para as festividades pascais. O Conselho dos Nove Cardeais (C9), que volta a se reunir com o Santo Padre no Vaticano a partir de hoje até a próxima quarta-feira, 26, também participou da celebração eucarística.
O encontro de Nicodemos com Jesus e o testemunho de Pedro e João depois da cura de um homem coxo de nascença foram o centro da homilia do Papa Francisco. “Jesus explica a Nicodemos, com amor e paciência, que é preciso nascer do alto, nascer do Espírito. Portanto, mudar de mentalidade”.
Para entender melhor isso, o Papa refletiu sobre a Primeira Leitura da liturgia do dia, extraída do Livro dos Atos dos Apóstolos. “Pedro e João curaram um homem coxo de nascença, e os doutores da lei não sabiam como fazer, como esconder este fato público”.
No interrogatório, Pedro e João respondem com simplicidade e quando são intimados a não falar mais sobre o assunto, Pedro responde: “Não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido. Continuaremos assim”.
Segundo Francisco, aí está a concretude da fé em relação aos doutores da lei que queriam negociar para alcançar um acordo. Pedro e João tinham a coragem e a franqueza do Espírito, o que significa falar abertamente e com coragem a verdade, sem nenhum pacto.
“Às vezes, esquecemo-nos de que a nossa fé é concreta: o Verbo se fez carne, não se fez ideia: tornou-se carne. Quando rezamos o Credo dizemos coisas concretas: Creio em Deus Pai que fez o céu e a terra, creio em Jesus Cristo que nasceu, que morreu…’. São coisas concretas. O Credo não diz: Creio que devo fazer isso, que devo fazer aquilo ou que as coisas são para isso…’ Não! São coisas concretas. A concretude da fé que leva à franqueza, ao testemunho até o martírio, não faz pactos ou idealização da fé”.
Já para os doutores da lei, o Verbo não se fez carne, mas lei. “E assim, se engaiolaram nesta mentalidade racionalista que não terminou com eles, hein? Na História da Igreja, muitas vezes, a própria Igreja que condenou o racionalismo, o Iluminismo, caiu nesta teologia do ‘pode e não pode’, do ‘até aqui e até lá’, e se esqueceu da força, da liberdade do Espírito, do renascer do Espírito que nos dá a liberdade, a franqueza da pregação e de anunciar que Jesus Cristo é o Senhor”.
Francisco concluiu a homilia pedindo a Deus esta experiência do Espírito, que leva adiante e dá a unção da concretude da fé. “O vento sopra onde quer e ouve-se a sua voz, mas não se sabe de onde vem e nem para onde vai. Assim é todo aquele que nasce do Espírito: ouve a voz, segue o vento, segue a voz do Espírito sem saber aonde terminará, pois optou pela fé concreta e pelo renascimento no Espírito. Que o Senhor dê a todos nós este Espírito pascal a fim de caminhar nas estradas do Espírito sem acordos, sem rigidez, mas com a liberdade de anunciar Jesus Cristo assim como Ele veio: em carne”.


Fonte Canção Nova

Dom Leonardo comenta como será 55ª Assembleia Geral da CNBB

Iniciação à vida cristã será o tema central da reunião que deve contar com a participação de 350 bispos da Igreja no Brasil.

Jéssica Marçal Da Redação

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) inicia nesta quarta-feira, 26, os trabalhos de sua 55ª Assembleia Geral. O evento que se estende até 5 de maio vai reunir cerca de 350 bispos de todo o país em Aparecida (SP) e tem como tema central “iniciação à vida cristã”.


Dom Leonardo Steiner / Foto: Arquivo-CNBB


O secretário-geral da entidade, Dom Leonardo Ulrich Steiner, conversou com a equipe do noticias.cancaonova.com sobre essa próxima Assembleia. Ele explica como foi escolhido o tema central e conta como deve ser a rotina de trabalho dos bispos nos 10 dias de reunião.
Paralelo ao tema central, a exortação do Papa Francisco sobre o amor na família, Amoris laetitia; o caminho ecumênico, as novas formas de consagração e as novas comunidades, os 10 anos da Conferência de Aparecida e a 15ª Assembleia do Sínodo dos Bispos estão entre os temas prioritários.  

Confira na entrevista:

A Assembleia da CNBB 2017 começa na próxima semana e terá como tema central a iniciação à vida cristã. Como esse tema foi escolhido?
Dom Leonardo Steiner – O Tema Central das assembleias gerais é escolhido pelo Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB. Esse Tema centraliza as preocupações e ocupa um bom espaço dos dias da Assembleia Geral. A Conferência de Aparecida havia apontado algumas preocupações em relação à evangelização na América Latina. Essas preocupações foram acolhidas nas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil no quadriênio 2011 a 2015 como cinco urgências. Entre essas Urgências estava “Igreja: casa da iniciação à vida cristã”. Nas Diretrizes do quadriênio atual, essas urgências permaneceram. Em Assembleia anteriores, abordamos “Igreja: comunidade de comunidades”, “Cristãos leigos e leigas na Igreja e na Sociedade”. Os bispos, no diálogo, escolheram a realidade da iniciação à vida cristã, para ser refletida e debatida durante a 55ª Assembleia Geral. O Tema nos despertará para uma vida cristã mais misericordiosa, missionária e fraterna. Estamos sempre sendo iniciados na vida de Jesus Cristo.

Como será a rotina de trabalho dos bispos durante a Assembleia? Quantos bispos devem participar?
Dom Leonardo – A rotina é de muito trabalho, oração e diálogo. A rotina: levantar, café da manhã celebração da eucaristia, trabalho, intervalo, trabalho, oração, almoço, descanso, oração, trabalho, intervalo, trabalho, oração, jantar. À noite acontecem encontros de grupos. A Assembleia expressa a comunhão entre os bispos, por isso temos momentos de escuta no plenário, diálogo no trabalho de grupo, troca de ideia e experiências nos intervalos, momentos celebrativos intensos. Naturalmente que os bispos também descansam e se alimentam. Participarão cerca de 350 bispos, contando com os eméritos.

A CNBB discute, nessas assembleias, temas referentes à vida da Igreja, mas questões do cenário político-econômico-social do Brasil não ficam de fora. Para este ano, que tipo de assuntos dessa categoria devem entrar na pauta?
Dom Leonardo – Acontece sempre uma análise de conjuntura política social e também eclesial. Como o Dia do Trabalho acontecerá durante a Assembleia, os bispos deverão fazer um pronunciamento. Depender da decisão do plenário pode haver alguma outra manifestação sobre a realidade do país. Temos sempre recordado a realidade indígena e dos mais pobres, como também a realidade da Amazônia.

Uma das grandes riquezas da Assembleia é a partilha das várias realidades da Igreja no Brasil. Para além dessa colegialidade e troca de experiências, o que mais o senhor destaca como importância dessas reuniões realizadas anualmente?
Dom Leonardo – É o encontro das igrejas particulares na pessoa dos bispos. A Assembleia é a oportunidade de nos encontrarmos. Às vezes é o único momento em que nos vemos como bispos, mas temos o mesmo ministério, estamos a serviço da mesma Igreja e trazemos as alegrias e as angústias do nosso povo. É extraordinário participar da celebração onde estão presentes os pastores desse imenso Brasil com sua diversidade cultural; onde ecoam as vozes de tantas igrejas; onde todos estão com o olhar voltado para Jesus, cuidados pelo amor da Trindade. E em Aparecida acompanhados pela Virgem feita Igreja.

O que deve ser feito/discutido na Assembleia com relação ao Ano Mariano?
Dom Leonardo – A celebração do Ano Mariano continua nas nossas comunidades e dioceses. Ele será celebrado também na Assembleia. Faremos uma peregrinação até a imagem no Santuário durante o retiro. Os bispos devem oferecer às nossas comunidades uma reflexão que aborde a devoção à Nossa Senhora.
Um dos temas prioritários será o próximo Sínodo dos Bispos, dedicado aos jovens. O questionário para levantamento de informações já foi enviado para as dioceses. Como isso tem sido trabalhado aqui no Brasil?
Dom Leonardo – O Sínodo dos Bispos será abordado durante a Assembleia, mas como um momento de reflexão, pois ainda não teremos as respostas ao questionário que as dioceses e comunidades estão respondendo. Elas poderão enviar as respostas até o fim de julho quando faremos na CNBB uma síntese que será enviada ao Secretariado do Sínodo em Roma.

Fonte Canção Nova

Em qual direção segue a sua vida?

Quando nos afastamos do Senhor perdemos o gosto da vida.

Vivemos em um mundo agitado, no qual as pessoas correm de um lado para o outro sem cessar. Muitas perderam o gosto pela vida porque estão desencontradas.

Perdemos o gosto pela vida quando nos afastamos do Senhor; e quanto mais nos afastamos d’Ele e das coisas do Alto, tanto mais caímos num profundo vazio, no nada, porque só Jesus pode dar o verdadeiro sentido à nossa existência e preencher o nosso coração.

“Eis o meu Deus salvador, tenho confiança e não temo, pois a minha força e o meu canto é o Senhor! Ele foi para mim a salvação” (Isaías 12,2).

Graças a Deus podemos começar este dia de maneira nova, com o coração cheio de alegria e esperança, porque Aquele que faz novas todas as coisas chama-nos hoje a abrir o coração e a desvencilharmos das coisas passadas.

Voltemo-nos hoje para o Senhor com todo o nosso coração, porque no nosso íntimo brota este desejo: queremos ver Jesus!

Jesus, eu confio em Vós!

Luzia Santiago
Cofundadora da Comunidade  Canção Nova


Fonte Canção Nova